Forças sírias entraram em confrontos com manifestantes opositores ao regime de Bashar Assad e mataram ao menos 36 pessoas nesta sexta-feira, quando abriram fogo em protestos espalhados pelo país, segundo testemunhas e organizações de direitos humanos.
Os manifestantes pediam que Assad deixasse o poder e queriam proteção internacional depois que a Otan, a aliança militar do Ocidente, anunciou o fim de sua missão na Líbia, fundamental para derrubar Muammar Gaddafi, morto no último dia 20.
Opositores do ditador querem que a ONU aceite bloquear voos em algumas zonas, como foi feito na Lícia.
A Comissão Geral da Revolução Síria, citada pela emissora Al Jazeera, disse que a maior parte das mortes foi nas cidades de Hama, no norte, e Homs, no centro. Os dois locais acolhem os maiores protestos contra o regime de Assad.
Protestos similares surgiram em toda a Síria depois das orações semanais, disseram os ativistas, acrescentando que eles ganharam novo fôlego após a morte de Gaddafi.
Forças de segurança cercaram mesquitas e realizaram prisões, de acordo com o Observatório dos Direitos Humanos Sírio.
A ONU estima que mais de 3.000 pessoas, a maioria civis, já foram mortos durante a repressão das forças sírias desde o início dos protestos, em março.
A agência oficial de notícias “Sana” informou, por sua vez, que milhares de pessoas se reuniram na cidade litorânea de Latakia, no noroeste sírio, em rejeição à intromissão estrangeira.
O regime de Assad considera que os opositores são integrantes de grupos armados que buscam desestabilizar o país com apoio do exterior, e nega as críticas internacionais pedindo que seu regime interrompa a repressão violenta contra os civis.
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
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